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TRACES à mão, plataforma documental ou API: três formas de cumprir o EUDR

Toda a declaração de diligência devida (DDS) acaba no TRACES. O que muda é quem reúne os dados, quem os verifica e quem a submete. Aqui tem as três opções, o que cada uma faz bem e quando lhe convém.

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As três opções

À mão no TRACES

Preenche o formulário web do TRACES NT para cada declaração: produto, quantidade, país, fornecedores e o ficheiro GeoJSON das parcelas. Não custa nada além do tempo de quem o faz.

Plataforma documental EUDR

Uma plataforma de diligência devida que recolhe documentos e dados dos fornecedores, ajuda na avaliação de risco e prepara a informação. A submissão no TRACES continua a ser sua.

Sourevo

Recolhe os dados dos seus fornecedores no portal deles, verifica as parcelas por satélite e antes de enviar, submete a DDS pela API do TRACES com as suas credenciais e devolve-lhe o número de referência.

Comparação ponto por ponto

O que faz cada opção nas tarefas que o Regulamento (UE) 2023/1115 exige.

Comparação ponto por ponto
TarefaÀ mão no TRACESPlataforma documental EUDRSourevo
Quem submete no TRACES?A sua empresa, declaração a declaração no formulário web.A sua empresa: a plataforma prepara os dados e quem os introduz no TRACES é a sua equipa.A Sourevo, pela API oficial do TRACES e com as suas credenciais. Também altera e retira.
Várias empresas e mandatárioPossível no TRACES, escrevendo os dados de cada cliente em cada declaração.Depende do produto: confirme se representa outras empresas.Plano Transitários com 10 empresas incluídas e o papel de mandatário. Cada empresa com os seus fornecedores e as suas DDS.
Dados dos fornecedoresPor e-mail e folhas de cálculo.Costuma ser o seu ponto forte: questionários e documentos de fornecedores.Portal do fornecedor em 12 idiomas sem criar conta, ou carrega o que ele lhe enviou e o fornecedor confirma.
Validação do GeoJSONO TRACES rejeita o ficheiro mal formado ao carregá-lo. O resto fica do seu lado.Habitual. Vale a pena perguntar o que é verificado exatamente.Geometria validada, regra dos 4 ha (ponto ou polígono) e parcelas repetidas omitidas ao carregar.
Verificação por satéliteNão incluída: faz-se por conta própria com mapas públicos.Varia: umas incluem-na, outras não.Cada parcela contra o mapa de florestas de 2020 da UE e a perda de coberto arbóreo posterior, com o Global Forest Watch. Incluída em todos os planos.
Verificação antes de submeterOs erros aparecem ao submeter no TRACES.Varia consoante a plataforma.Bloqueios e avisos antes de enviar: dados em falta, parcelas rejeitadas, risco do país, satélite pendente.
Número de referência para a alfândegaConsulta-o no TRACES e copia-o para a declaração aduaneira.Consulta-o no TRACES e copia-o.Chega sozinho com o estado sincronizado, e por webhook ao seu ERP se o ligar.
ERP e APINão há. A API do TRACES existe, mas teria de programar a integração.Depende do produto.API REST e webhooks assinados a partir do plano Pro.
Modelo de preçoGrátis. O custo é o tempo de cada declaração.Normalmente uma subscrição. A base varia: utilizadores, fornecedores ou volume.Por declaração aceite pelo TRACES: packs desde 390 € por 10 DDS por ano, ou Pro a 2.990 € por ano com 150. IVA à parte.
Para quemPoucas declarações por ano e uma cadeia de abastecimento simples.Equipas focadas na documentação que não se importam de submeter elas próprias.Importadores com envios recorrentes, transitários e despachantes, e quem quer ligar o seu ERP.

A coluna da plataforma documental descreve a categoria em geral: cada produto é diferente, por isso pergunte por estes pontos ao fornecedor que estiver a avaliar.

Quando basta fazê-lo à mão

O TRACES é gratuito e o formulário web funciona. Se está neste caso, provavelmente não precisa de software:

  • Submete poucas declarações por ano.
  • Tem um ou dois fornecedores que já lhe enviam o GeoJSON das parcelas bem feito.
  • As parcelas são poucas e não mudam de um envio para outro.
  • Não submete em nome de outras empresas.
  • Alguém da sua equipa já conhece o TRACES e tem tempo para cada declaração.

Quando compensa uma ferramenta

O trabalho cresce com cada envio, cada fornecedor e cada parcela. Uma ferramenta começa a poupar tempo e erros quando:

  • Tem envios todos os meses ou várias matérias-primas.
  • Vários fornecedores têm de lhe enviar a geolocalização e é preciso insistir.
  • Um fornecedor tem centenas de parcelas para rever.
  • É transitário ou despachante e submete como mandatário dos seus clientes.
  • Quer que o número de referência chegue ao seu ERP ou à declaração aduaneira sem o copiar.
  • Precisa de um processo organizado para guardar 5 anos e mostrar numa inspeção.

Perguntas frequentes

Posso submeter a DDS diretamente no TRACES sem software?

Sim. O TRACES NT é gratuito: precisa de uma conta EU Login e de registar a sua empresa como operador. Para poucas declarações por ano é uma opção razoável. O software é opcional e só compensa quando o volume ou o número de fornecedores o justificam.

Qual é a diferença entre uma plataforma documental EUDR e submeter pela API do TRACES?

Uma plataforma documental organiza os dados e documentos da diligência devida, mas a submissão no TRACES é feita por si. Com a API, a ferramenta envia a declaração ao TRACES, recebe o número de referência e acompanha o estado, e também altera ou retira sem abrir o formulário web.

A Sourevo precisa das minhas credenciais do TRACES?

Para submeter a sério, sim: o utilizador e a chave de «Web Services Access» da sua empresa no TRACES, guardados cifrados e revogáveis quando quiser. Durante o teste de 14 dias, as declarações vão para o ambiente de testes do TRACES com a conta de testes da Sourevo, sem valor legal e sem lhe pedir nada.

Um transitário pode submeter as DDS dos seus clientes?

Sim, como mandatário do operador, com um mandato escrito. A representação aduaneira, por si só, não basta. Na Sourevo, o plano Transitários gere várias empresas a partir de uma conta e submete com esse papel no TRACES.

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